domingo, 20 de novembro de 2016

CONVITE
MISSA de  7º
                   O Presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras - ANRL,  convida V.Sa. e família, para Missa de  7º do Imortal JOSÉ DE ANCHIETA FERREIRA DA SILVA, cadeira Nº 3, falecido no dia 15/11/ 2016                      
Igreja de Santa Teresinha
Av. Rodrigues Alves, 793 - Tirol, Natal
Dia: 22/11/2016 (3ª feira)
19h

Diogenes da Cunha Lima

Presidente

terça-feira, 15 de novembro de 2016

SOLENIDADES DOS 80 ANOS DA ANRL



 

 14 DE NOVEMBRO DE 2016
INÍCIO DA SOLENIDADE

 HASTEAMENTO DAS BANDEIRAS DO BRASIL, ESTADO DO RN E DA ANRL, respectivamente pelos imortais DIOGENES DA CUNHA LIMA, IAPERI ARAÚJO E PAULO MACEDO
 
FLAGRANTES DA SOLENIDADE  E  APOSIÇÃO DE PLACA NO PAU BRASIL PLANTADO PELO IMORTAL ONOFRE LOPES
BANDA DE MÚSICA DA POLÍCIA MILITAR DO RN QUE ABRILHANTOU A SOLENIDADE
CELEBRANTES DA MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS, ACADÊMICOS
MONSENHOR JOSÉ MÁRIO MEDEIROS E PADRE JOÃO MEDEIROS FILHO
FLAGRANTE DA MISSA

 
ACADÊMICOS EM FOTOGRAFIA OFICIAL
ABERTURA SOLENE PELO PRESIDENTE DIOGENES DA CUNHA LIMA E SECRETÁRIA LEIDE CÂMARA, COMPONDO A MESA, ORMUZ BARBALHO SIMONETTI, IAPERI ARAÚJO E DALIANA CASCUDO, ATENTOS AO ORADOR OFICIAL DA NOITE, O IMORTAL PAULO DE TARSO
ACADÊMICA DIVA CUNHA FALANDO EM NOME DAS MULHERES ACADÊMICAS

 SONIA FERNANDES FAUSTINO HOMENAGEIA O PRESIDENTE DA ANRL
ACADÊMICO IAPERI ARAÚJO NO MOMENTO EM QUE RECEBE OS PROTÓTIPOS DAS MEDALHAS QUE ARTISTICAMENTE CONCEBEU PARA OUTORGA A HOMENAGEADOS
 A FILHA DO IMORTAL MANOEL RODRIGUES DE MELO, HOMENAGEADO "IN MEMORIAM", QUANDO RECEBIA A MEDALHA "PALMAS ACADÊMICAS CÂMARA CASCUDO"


"PALMAS ACADÊMICAS CÂMARA CASCUDO"
DALIANA CASCUDO RECEBENDO AS PALMAS EM NOME DO LUDOVICUS INSTITUTO CÂMARA CASCUDO
 ORMUZ BARBALHO SIMONETTI NO INSTANTE EM QUE RECEBIA AS PALMAS ACADÊMICAS EM NOME DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RN


DIPLOMA CONFERIDO AO IHGRN
 TARCÍSIO GURGEL, HOMENAGEADO COM AS PALMAS ACADÊMICAS COMO INTELECTUAL DE DESTAQUE NO ESTADO DO RN

 O PREFEITO CARLOS EDUARDO ALVES ENTREGA A MEDALHA "JORNALISTA AGNELO ALVES" AO AGRACIADO TÁCITO COSTA - JORNALISMO IMPRESSO/BLOG
 O GENITOR DE ALAN SEVERIANO, RECEBE A COMENDA NA CATEGORIA DE JORNALISMO TELEVISIVO
 MARCOS AURÉLIO SÁ RECEBE A MEDALHA NA CATEGORIA JORNALISMO RADIOFÔNICO
 YUNO SILVA RECEBE A MEDALHA COMO JOVEM JORNALISTA
 THIAGO GONZAGA É RECONHECIDO COMO SÓCIO BENEMÉRITO DA ANRL. OUTRO HOMENAGEADO, DERIVALDO DOS SANTOS, NÃO CONSEGUIMOS REGISTRAR FOTO.
  ALFREDO RAMOS NEVES AGRACIADO COMO SÓCIO BENEMÉRITO, ATRAVÉS DE REPRESENTANTE
 POR ÚLTIMO O DOUTOR CARLOS ALEXANDRE CÂMARA RECEBE O SEU DIPLOMA DE SÓCIO BENEMÉRITO DA ANRL
 FOTO COM OS AGRACIADOS E HOMENAGEADOS

TARCÍSIO GURGEL FAZ O AGRADECIMENTO DAS HONRARIAS EM NOME DE TODOS OS AGRACIADOS.

EM SEGUIDA HOUVE UM BRINDE NO SALÃO TÉRREO.
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Crédito pelas fotografias:
1. O autor deste blog
2. Escritor Lívio Oliveira
3. Escritor Ormuz Simonetti

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

80 ANOS DA ANRL



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

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DEZ ANOS SEM DOM NIVALDO
PADRE JOÃO MEDEIROS FILHO (pe.medeiros@hotmail.com)
Na próxima quinta-feira, dia 10 de novembro, estaremos rememorando dez anos de vida em plenitude de nosso saudoso arcebispo Dom Nivaldo Monte. Uma década sem suas palavras sábias, de puro afeto, revestidas de sincera ternura, ditas com meiguice e alegria, pronunciadas na maior singeleza, para não afugentar nenhum dos seus interlocutores. Era assim Dom Nivaldo: franzino, “xoxinho”, segundo a sua própria expressão, exíguo fisicamente, mas gigante na simplicidade e no amor. O nosso “Pequeno Príncipe”, não o de Exupéry, cuidando dos baobás, mas o de Natal, regando almas, adubando corações, semeando paz e esperança, sorrindo para todos com esplendor divino. Em 1963, São João XXIII o elegeu bispo da Igreja de Cristo.
Emaús ressente-se da falta de seu poeta, tem saudades do seu jardineiro, vive a solidão do entardecer, sem ouvi-lo chamar cada um de “Nêgo véio”. Sua erudição e ciência, sua espiritualidade tão elevada não o distanciaram dos seres humanos, mas o aproximaram dos mesmos para ungi-los com o divino. “O cristianismo tem o diferencial do perdão”, repetia-nos o Santo de Emaús, cada vez que alguém se mostrava intolerante com as fraquezas do próximo. “Por ser humano, cada um tem o direito de ter o seu pecado. Deus sabe disso”, alertava ele a quem destilava condenação.
“Tudo passa, no entardecer da vida, permanece apenas o amor”, costumava lembrar, quando percebia os ventos da vaidade de algum de seus padres. “O homem só é grande, quando se faz pequeno”, dizia-nos. Assim, imitará Cristo, que sendo Deus onipotente, fez-se homem e veio ao mundo na fragilidade de uma criança. Aliás, gostava de afirmar que “a infância é sílaba divina, manifestação de sua pureza”. Amava as crianças e com elas brincava, a tal ponto de também colecionar lancheiras de aniversários. Prezava a frase de Tagore: “Cada criança que vem ao mundo, traz uma mensagem, Deus não se arrependeu ainda de ter criado o homem”.
“Ah, nêgo véio, amo tanto estas terras! Elas são um manto divino que nos envolve e protege”. Para nosso inolvidável amigo, o solo é sagrado por ser dádiva de Deus. Não deverá jamais ser regado pelo sangue, mas pelo suor agradecido de quem trabalha, e sabe que dele brota o novo maná, que nos alimenta na caminhada da vida. De nosso pastor, podemos dizer como Teilhard de Chardin: “Aquele que amar apaixonadamente Cristo latente na força da terra, esta, maternalmente, erguê-lo-á em seus braços gigantes e o fará contemplar o rosto de Deus”.
Com fidelidade e perseverança Dom Nivaldo anunciou o Evangelho, edificou a Igreja. Era afável e misericordioso com os simples e necessitados. Condoía-se ao ver famintos e miseráveis, despossuídos de esperança e futuro, vítimas do egoísmo daqueles que ignoram Deus e seus ensinamentos. Como Bom Pastor, cuidou das ovelhas sofridas no corpo ou na alma, trabalhou e rezou contrito pelo bem dos seus diocesanos, queridos filhos espirituais. Viveu o profundo significado de ser sacerdote e bispo. Trazia permanentemente Cristo em seu coração. Assumiu o amor de Jesus, um encontrar-se no seu mistério, oferecendo seu corpo frágil, para estar no meio do seu povo, sentir as suas angústias e assumir até na doença o que o Senhor sofreu para dar a vida por nós. As palavras do ritual da ordenação episcopal foram vividas plenamente por Dom Nivaldo: “Vela, pois, por todo o rebanho dos fiéis em nome do Pai, de quem és imagem; em nome do Filho, cuja missão de mestre, sacerdote e pastor exerces; e em nome do Espírito Santo, que dá a vida à Igreja de Cristo e fortalece a nossa fraqueza”!
No silêncio do Mosteiro de Sant´Ana, onde a natureza reina placidamente como sorriso de Deus, repousa nosso inesquecível Dom Nivaldo. Os pássaros alçam seu voo realizando a dança da alegria, o cheiro das plantas e da terra espargindo no ar, velando a sepultura simples de um sábio e santo. O profeta Daniel, antecipando nossa ressurreição, escreveu: “Os que estiverem dormindo no pó da terra acordarão e os que educaram muitos para a bondade e a justiça brilharão para sempre como estrelas” (Dn 12, 3).

80 ANOS

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016



DIA 27 MACAÍBA 139 ANOS

Valério Mesquita*

O ponto alto das comemorações dos 139 anos da emancipação política e administrativa de Macaíba continua sendo o bicentenário de nascimento do seu fundador Fabrício Gomes Pedroza, cujas cinzas foram trasladadas do Rio de Janeiro para a igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição. O vinte e sete de outubro de 1877, pela lei nº 801, Macaíba – que antes se chamava Coité – desmembrou-se de São Gonçalo. Aí amplia-se o período de esplendor comercial do porto de Guarapes que irradiou energia econômica a todos os quadrantes. Monopolizou o sal para o sertão, incentivou a indústria açucareira do vale do Ceará-Mirim, financiou a produção adquirindo as safras das fazendas de algodão, cereais, couros e peles. Fundou a “Casa dos Guarapes” e do alto da colina comandou o seu mundo de transbordamentos, onde tudo era rumor, vida, agitação, atividade.
É nesse vácuo de duzentos anos que reside a minha perplexidade. Um silêncio dominado pelo abandono e a indiferença. Ninguém coloca em cena a coragem de contemplar restituído o universo oculto de Fabrício que fez brilhar o nome de Macaíba dentro e fora do Rio Grande do Norte, na segunda metade do século dezenove. Não bastam, apenas, reprisá-lo com lendas e narrativas, como tivesse sido um mundo de ficção. Melhor que a dispersão da palavra solta é ouvir o eco de suas paredes reerguidas, das vozes trazidas pelo vento das vidas que não se pulverizaram mas renasceram pelas mãos das novas gerações. Esse universo semidesaparecido, clamo por ele, aqui e agora, afirmando que a melhor imagem de um homem, após a morte, não são as cinzas, mas a obra que legou à posteridade, revivida e restaurada como reconfortante e fiel fotografia de sua história e vida.
Como guerreiro solitário, luto há mais de quinze anos pela restauração dos escombros do empório dos Guarapes. Como membro, àquela época, do Conselho Estadual de Cultura do Estado, consegui o tombamento. De imediato, no desempenho do mandato parlamentar obtive do governo a desapropriação da área adjacente. Batalhei, em alto e bom som, junto aos gestores públicos a elaboração do projeto arquitetônico, que, até hoje, dormita em armário sonolento da burocracia. Foi uma agitação, apenas, que não se moveu nem comoveu. Saí dos movimentos da superfície oficial, para as janelas da imprensa e outras vozes, em coro uníssono, oraram comigo pelas ruínas da mais reluzente história da economia do Rio Grande do Norte: os Guarapes. Todo esse conjunto de verdades fixas foi ilusão imaginar que a lucidez jamais se disfarçaria em surdez. Como enfrentei e venci no passado, partindo de perspectivas débeis e precárias, óbices quase intransponíveis para a restauração das ruínas do Solar do Ferreiro Torto e da Capela de Cunhaú, sinto que não perdi os laços entre a fragmentação do sonho e a fé incondicional no meu pragmatismo, de que tudo, até aqui, nada foi em vão.
Reproduzir a realidade, tal que se imagina que fosse, o burburinho comercial e empresarial daquele tempo de Fabrício, faz-nos refletir e aprender para ensinar aos jovens de hoje através de exemplos, imagens e ritmos, a saga de que vultos como o dele iniciaram uma figuração, nova, nítida e luminosa, pouco tempo depois, numa Macaíba que começava a nascer com Auta de Souza, Henrique Castriciano, Tavares de Lyra, Augusto Severo, Alberto Maranhão, João Chaves, Octacílio Alecrim e outros que construíram em modelos de vidas o prestigio da terra natal – que não se evapora, nem se desmancha. Essa realidade para mim é tensa e inquieta, porque cabe hoje revivê-la em todos nós. É imperioso que os nossos governantes tracem esboços para uma saída, uma superação, criando-se fendas e passagens, para juntos, todos, respirarmos o oxigênio da convivência com os nossos antepassados. Se todos nós pensarmos assim, com cada palavra significando labareda, lampejo, no centésimo trigésimo nono aniversário, derrubem, pois, os obstáculos que impedem as luzes da memória dos Guarapes refletirem sobre a posteridade. Se assim não agirmos tudo será cinzas.
Até hoje, o que foi feito: a) Projeto técnico de restauração está numa UTI da Fundação José Augusto; b) O Ministério do Turismo destinou quase hum milhão de reais para a largada; c) É preciso que esse projeto chegue em Brasília dentro do prazo além da contrapartida do Estado; d) Que nos Guarapes se erga o Museu do Comércio do Rio Grande do Norte. Viva o 27 de outubro!

(*) Escritor.